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          Numa tarde de agosto de 1993, o ator e diretor, João Luiz Fiani, passava pela rua Treze de Maio, quando viu um barracão para alugar. "Fiquei entusiasmado com a possibilidade de levantar ali meu teatro. Convoquei os atores da nossa companhia e perguntei quem gostaria de ser sócio nessa empreitada. Todos toparam. Alugamos o imóvel... Éramos nove sócios. Dali em diante, E ATÉ HOJE, foi E ESTÁ SENDO, só trabalho, trabalho e muito trabalho" conta Fiani. Na época esse grupo de atores, O GRUPO CARAS E BOCAS - que depois deu origem a CIA MÁSCARAS DE TEATRO - apresentavam no, já extinto, Teatro do Cebel, o spetáculo "OH... QUE HORROR DE FAMÍLIA"- um dos maiores sucessos do teatro Paranaense. 

          O Teatro Lala Schneider foi construído basicamente com o apoio da iniciativa privada, com destaque para as empresas: CONSTRUTORA BERMAN, IRMÃOS THÁ E CONTRUTORA GALVÃO - que doaram, além de materiais de construção diversos, incetivo e apoio os momentos iniciais.

          Na inauguração em 23 de abril de 1994, dos nove sócios, só restavam três: João Luiz Fiani, Sílvia Monteiro e Luiz Pazello. 
"Abrimos em situações precárias, com o único objetivo de conseguir arrecadar algum dinheiro, para mantermos o espaço aberto" explica João Luiz Fiani. 

          GNOMOS UMA AVENTURA ENCANTADA, da Regina Vogue Produções inaugurou essa primeira fase do Teatro Lala Schneider. "Era tudo
muito difícil! Tudo feito com muito amor. Tivemos um apoio bastante grande do Geraldo Pougy, na época presidente da Fundação 
Cultural de Curitiba, que emprestou uma arquibancada do carnaval de rua. Tinha goteira, os camarins eram precários, não era fácil" conta Fiani. 

          Nessa época, o Teatro Lala Schneider, sofreu muito com a falta de condições e pela irresponsabilidade de um produtor cultural que "fugiu" sem pagar o aluguel. "Foi extremamente desgastante. Tínhamos diversas contas para pagar, e contávamos com esse dinheiro" resume Fiani.

          Mas em novembro, o teatro foi fechado para reformas definitivas, aí com o importante apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura - da Prefeitura Municipal de Curitiba. O espaço foi reaberto em 12 de abril de 1995, em alto e estilo, com a estréia dos espetáculos "A SERPENTE" de Nelson Rodrigues - com Luiz Carlos Pazello, Enéas Lour, Loiri Santana, Silvia Monteiro e Geisa Costa - direção de João Luiz Fiani - e o infantil "PIRATAS E OS CAÇADORES DO TESOURO PERDIDO" escrito e dirigido por João Luiz Fiani - com Fábio Silvestre, Kate Costa, Luigi, João Luiz Fiani e Waldi Teixeira.

          Dali prá cá muita água passou debaixo da ponte, o Teatro Lala Schneider, tranformou-se em Fundação Cultural, esperando receber algum tipo de apoio, que até agora também não veio.

          Desde 1997, com a saída de Luiz Carlos Pazello e Sílvia Monteiro da sociedade, João Luiz Fiani está sozinho, mantendo em funcionamento o Teatro Lala Schneider, que não possui apoio nem do Estado, nem do Município para existir. Portanto, sofre e muito, para se manter em atividade. É o primeiro teatro independente do Paraná. Mas essa independência custa caro. "Não está sendo nada fácil, mantê-lo. Tudo é muito complicado. Sofremos uma concorrência desleal. O Teatro Lala Schneider, sobrevive de locações. Os espetáculos apresentados, pagam uma taxa para utilização do espaço, e com isso o mesmo se mantém. Ora, praticamente todos os teatros de Curitiba ou são do Estado ou do Município, e cobram uma taxa quase irrisória, ou cedem o espaço de graça para os produtores apresentarem seus trabalhos! Dessa maneira, fica difícil competir... Quem vai alugar o Teatro Lala Schneider? Quem? Se os teatros do estado ou do município, são quase de graça?!?! Como manter funcionando o Teatro Lala Schneider?" conclui Fiani.

          Dentro desse raciocínio, o presidente da Fundação Teatro Lala Schneider, João Luiz Fiani, desenvolve várias atividades para manter em atividade o teatro. Além das apresentações de espetáculos em diversos horários, os cursos são importante fonte de renda para a manutenção desse importante espaço cultural. São várias turmas em vários horários, para iniciantes ou alunos com alguma experiência. O curso objetiva a formação de atores para o disputado mercado profissional das artes cênicas.

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